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A Continental e o desafio Brasil

O segmento de equipamentos originais é muito importante para a Continental e posso afirmar que já estabelecemos contratos maduros de fornecimento de pneus para médios e grandes players do mercado automotivo brasileiro.

Coach_HA3 295/80 R22.5 - Print (tif),O vice-presidente para equipamentos originais da divisão de pneus de caminhões da Continental AG, Peter Matzke delineou para a Transportepress.com quatro linhas de ação que a Continental Pneus vem desempenhando no Brasil.

São elas o atendimento da demanda interna (de equipamentos originais e reposição), concomitante ao plano de ser uma base exportadora para terceiros mercados, entender e buscar soluções eficientes para os clientes corporativos e consumidores, consolidar o projeto de fundação da fábrica em Camaçari, seus potenciais produtivos e, por fim, estruturar o melhor portfólio em cada um dos segmentos de atuação da empresa no mercado local.

“Um fator fundamental em tudo isso é adotar premissas que atendam as características do mercado brasileiro, da diversidade de condições naturais, geográficas e de consumo dos consumidores corporativos e dos consumidores pessoas físicas”, atesta.

“O que acontece aqui muitas vezes não acontece em outros mercados, como por exemplo, nos Estados Unidos. Lá se a produção de veículos cai, cai imediatamente a produção de pneus. É possível fazer essa adequação de forma mais equilibrada. No Brasil não é tão fácil dadas as nuances de volatilidade da produção local de veículos pesados, por exemplo, que ora cai 30% e ora sobe 35%, fato que não permite uma conexão imediata com o planejamento das linhas de produção para equipamentos originais ou mesmo para o segmento de reposição”, descreve.

“Em nossa visão dois setores vão impulsionar o mercado brasileiro de forma muito positiva nos próximos anos, os de mineração e agricultura, sem esquecer os projetos ligados ao segmento de infraestrutura que devem movimentar a economia também”, aponta Matzke.

ContiGolSegundo ele, em todos os casos citados o eixo central se dará através do transporte rodoviário, entendido como mais caminhões, mais implementos e máquinas agrícolas, mas tratores e equipamentos pesados e em todos eles há a maximização do uso de pneus – específicos para cada aplicação. Apenas para conhecimento, o transporte rodoviário responde hoje por 61,1% da matriz de transportes no Brasil, segundo o último relatório divulgado pela ANTT.

Equipamentos Originais (OE)

O quadro traçado por Matzke é um dos principais alavancadores de negócios para o segmento de equipamentos originais da Continental. Por equipamento original em pneus entenda o estabelecimento de contrato de fornecimento entre a fabricante de pneus e a fabricante de veículos para suprimento direto de pneus aos veículos que saem das linhas de produção.  O outro grande mercado para pneus é o de reposição, junto ao atacado e varejo das redes de revendas e de consumo direto de pessoas físicas.

No quesito OE, a Continental vai bem, obrigado! Mas quer mais.

“O segmento de equipamentos originais é muito importante para a Continental e posso afirmar que já estabelecemos contratos maduros de fornecimento de pneus para médios e grandes players do mercado automotivo brasileiro. Mais importante ainda é que já fornecemos produtos em todos os segmentos (veículos de passeio e picapes, caminhões e ônibus, implementos e máquinas agrícolas e máquinas industriais), aplicando localmente a oferta de produtos de alta qualidade e de última geração (tecnologia), além de soluções e suporte aos clientes”, diz Peter Matzke.

“Na Europa nós somos o fornecedor de OE número dois do mercado, sendo o principal e maior fornecedor de OE para implementos rodoviários”, descreve o executivo ao apontar para posições de destaque como fornecedor standard de pneus na América do Norte, também.

No mercado brasileiro a Continental já ‘calça’ caminhões e ônibus produzidos pela Scania, Iveco, Volvo, MAN, International e Mercedes-Benz e também já é fornecedor original de pneus para gigantes do segmento de implementos rodoviários como a Noma, Guerra, Facchini e Librelato.

“Esse trabalho foi feito de forma muito intensa nos últimos anos e nos permite projetar uma meta entre 15% e 20% de participação do segmento OE em futuro não tão distante. Há concorrentes aptos e muito fortes no mercado local, mas a expansão de setores como os de construção e agrícola, além do ingresso de novas fabricantes de veículos pesados no Brasil são fatores que acabam oferecendo uma oportunidade de expansão importante e que será trabalhada pela Continental”, afirma.

O fato de a Continental também ser fornecedora de partes e peças automotivas, além de pneus, por exemplo, é outro fator que corre em favor do Grupo Continental, fora o fato de que a empresa conta com outro trunfo em mãos: o plano de expansão da planta industrial de Camaçari, na Bahia, que prevê injeção de recursos da ordem de US$ 210 milhões entre 2011 e 2015.

“Em relação ao papel do grupo como sistemista, posso dizer que todos os clientes globais ligados ao ramo automotivo dividem conosco suas visões e estratégias de curto, médio e longo prazo e, em conjunto, passam a trabalhar e a pedir nossa contribuição, repassando para a Continental seus desafios futuros e como podemos ajudar nesses desafios. Isso é um diferencial relevante e ajuda nos posicionamentos do grupo, como agora, no fornecimento de equipamentos originais, por exemplo”.

Já em relação à posição da Continental no Brasil, o vice-presidente para equipamentos originais da divisão de pneus de caminhões da Continental AG, Peter Matzke, ressalta que “a empresa está aproveitando todas as oportunidades do mercado local e para que tais ações sejam ainda mais sólidas está consolidando o chão de fábrica na Bahia, através de investimentos importantes que ajudarão o grupo a atingir as metas desejadas.”

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