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ARTIGO: “Responsabilidade ambiental: a logística e o respeito com o verde”

Para veículos movidos a diesel, como ônibus e caminhões, o ideal é que a troca ou regulagem das peças seja realizada a cada 100 mil quilômetros.

Por Victor Simas*

confenarEm tempos de preocupação com o verde, muito se discute iniciativas para amenizar as emissões e os impactos de nossos automóveis na natureza. De fato, notamos diariamente e sentimos – fisicamente – os efeitos de tamanho descuido com o nosso espaço de convivência: o meio ambiente.

Os reflexos sentidos em decorrência dos maus tratos com a atmosfera nos fazem refletir sobre iniciativas de como amenizar essa situação, principalmente no setor logístico, um dos principais do País e responsável por mais de 80% dos poluentes jogados na atmosfera.

Os caminhões, ferramentas essenciais para a logística terrestre, são facilmente associados à fumaça e à poluição do ar e considerados lideres de emissão de CO² na atmosfera. O problema pode ser notado diariamente em vias ou estradas brasileiras, por meio de nuvens escuras de fumaça, que fazem mal à natureza e também à saúde de motoristas e pedestres. Nesse cenário, um dos primeiros passos, para empresas de logística e motoristas, é realizar a regulagem de bicos e bombas injetores.

Para veículos movidos a diesel, como ônibus e caminhões, o ideal é que a troca ou regulagem das peças seja realizada a cada 100 mil quilômetros. Para veículos muito antigos, a substituição pode auxiliar, mas não solucionar a emissão de fumaça. A importância de realizar essa manutenção vai além da emissão de poluentes. Um veículo desregulado pode prejudicar o motor, consumir mais combustível e ir comprometendo gradativamente a potência. Além de tudo, o motorista ainda corre o risco de ser multado.

O lixo acumulado em viagens e também aquele que é jogado nas vias é outro ponto prejudicial para o meio ambiente. Essa ação deterioradora é evidente aos nossos olhos, já que diariamente encontramos lixos e sofremos por conta de enchentes e alagamentos que se agravam por conta disso. Jogar lixo de dentro do veículo em vias públicas é um gesto que, além de antissocial, pode causar acidentes e causar grandes estragos ao meio ambiente.

Portanto, iniciativas como campanhas de incentivo à reciclagem e à logística reversa – processo de retorno dos produtos consumidos, como embalagens, pets e latas – são fundamentais para conscientizar o time de motoristas que atuam circulando pelo País, orientando-os, por exemplo, a recolher os resíduos produzidos durante suas viagens.

Sabemos que as práticas para melhoria da nossa qualidade de vida vão além dessas iniciativas. Mas é necessário que os primeiros passos sejam dados e que a responsabilidade seja compartilhada por parte de todos: motoristas, cidadãos, empresas e a sociedade.  Compartilhamos um espaço coletivo, que deve ser durável, pois continuará a ser habitado por nossos filhos e familiares. As tarefas, portanto, são de todos.

*Victor Simas é presidente da Confederação Nacional das Revendas Ambev e das Empresas de Logística da Distribuição (Confenar)

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