Câmbio e tributos afetam números da Nokian Tyres

“Nosso lucro foi duramente atingido a partir do quarto trimestre de 2013 devido a mudanças nas taxas de câmbio e pelos impostos adicionais de € 100,3 milhões propostos pelo governo da Finlândia”, aponta o presidente e CEO da Nokian, Kim Gran.

Nokian_Hakkapeliitta_8_SUV_010 (467x700)A forte variação da cesta de moedas ante o euro e o rublo e impostos adicionais de € 100,3 milhões – propostos pelo governo da Finlândia, deram o tom negativo no resultado financeiro registrado pela Nokian Tyres em 2013.

As vendas líquidas encerraram o período em queda de 5,7%, para € 1.521,0 bilhão (foram de € 1.612,4 bilhão em 2012), o lucro operacional cedeu 7,1%, para € 385,5 milhões (já incluindo provisionamento para pagamento de impostos adicionais). O lucro líquido caiu de € 330,9 milhões em 2012 para € 183,7 milhões em 2013 – e foi penalizado pela dedução dos impostos de € 100,3 milhões a serem pagos ao fisco finlandês.

“Nosso lucro foi duramente atingido a partir do quarto trimestre de 2013 devido a mudanças nas taxas de câmbio e pelos impostos adicionais de € 100,3 milhões propostos pelo governo da Finlândia”, aponta em nota o presidente e CEO da Nokian, Kim Gran.

“Nós discordamos fortemente dessa questão dos impostos adicionais e vamos recorrer dessa decisão em todas as instâncias necessárias. A Nokian confia em que a decisão será revista”, destaca Kim Gran.

Nokian_Hakkapeliitta_8_SUV_006 (700x410)Em linhas gerais, a empresa obteve bom desempenho de vendas em seu mercado mais cativo, os países nórdicos, onde as vendas cresceram 1,5%, representando 35,8% do total do grupo. Resultado positivo também foi obtido junto ao mercado da América do Norte (+0,1%) com peso total de 7% nas vendas totais da Nokian.

Já na Rússia, o segundo maior mercado para os produtos da marca no mundo, as vendas apresentaram recuo de 7,6%, com baixa de 4,9% na CEI. Essa região representou 34,2% no total de vendas do grupo no ano passado.

A empresa destaca vendas em baixa de 6,8% no segmento de passeio – que tem peso de 71,1% do portfólio de vendas da empresa -, ante recuo de 8,4% na comercialização de pneus de carga, voltados para ônibus e caminhões.

Vianor

1000.Vianor_Friedrichshafen_c (427x640)Um dos destaques de 2013 ficou para a expansão da rede de concessionários da marca, que atingiu 1.206 lojas em 27 países – foram abertas 169 novas lojas em 2013. Na Rússia, a empresa já conta com quase 3.300 lojas da marca e através de seu novo modelo de franquia está com 432 lojas em toda a Europa, incluindo a China.

Rússia

Depois dos países nórdicos, a Rússia é o grande mercado para a Nokian, porém, a variação da cesta de moedas ante o rublo gerou grandes dificuldades para a gestão do negócio em 2013, aponta o presidente e CEO da Nokian, Kim Gran. “Os custos de matérias-primas se tornaram desafiadores e buscamos melhorar a competitividade local, através da instalação de uma 12ª linha de produção no primeiro semestre e da 13ª linha no segundo semestre, o que elevou a capacidade da planta local para 15 milhões de pneus por ano”, disse em nota.

Os investimentos totais do grupo em 2013 somaram € 125,6 milhões, bem menos que os € 209,2 milhões aplicados no ano anterior. Parte foi aplicada nas fábricas na Rússia e Finlândia, na expansão da rede Vianor e no desenvolvimento e pesquisa de novos produtos.

A empresa fechou 2013 com uma participação de 37% do mercado nórdico de pneus, 1,0 ponto percentual acima do registrado no ano anterior.

Para mais informações, acesse:

Nokian Tyres plc Financial Statement Bulletin 2013

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