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Continental x Bridgestone: a briga pela liderança em vendas

Levantamento realizado no dia 01 de outubro apontava, com base em dados e projeções de analistas de mercado ouvidos pela agência Reuters – uma das maiores empresas de comunicação do mundo – que as vendas estimadas para a Continental AG iriam superar as da Bridgestone – o que representaria uma mudança no ranking global do setor.

Levantamento realizado no dia 01 de outubro apontava, com base em dados e projeções de analistas de mercado ouvidos pela agência Reuters – uma das maiores empresas de comunicação do mundo – que as vendas estimadas para a Continental AG iriam superar as da Bridgestone – o que representaria uma mudança no ranking global do setor.

Na data, as vendas projetadas para a Continental apontavam para a soma de US$ 42,5 bilhões neste ano, ante US$ 40,1 bilhões para as da Bridgestone. Para 2013, as vendas da empresa alemã apontam para a casa dos US$ 45 bilhões e as da Bridgestone, para US$ 41,9 bilhões.

Pois o assunto está em voga nas principais agências de notícias da Europa hoje. A publicação alemã Automobilwoche colocou essa questão ao CEO da Bridgestone, Masaaki Tsuya.

O executivo japonês destacou, entre outras questões, que a Bridgestone iniciou uma nova estratégia de negócios desde março deste ano, estratégia essa que aponta para a concentração de negócios em mercados como os da Ásia e América e que as intenções para os negócios na Europa são as de fornecer uma gama de pneus de qualidade e mais rentáveis, principalmente para automóveis. A Europa tem peso de 14% nas receitas da companhia, destacou em matéria publicada pelo site alemão.

Vale lembrar que, segundo o ranking da indústria de pneus elaborado pela China Chemical Industry, para cada pneu que a Continental vendeu em 2011 a Bridgestone vendeu 2,67 pneus a mais, ou seja mais que o dobro.

No ano passado, a Bridgestone vendeu US$ 28,450 bilhões em pneus e a Continental US$ 10,645 bilhões. Ou seja, a força da empresa japonesa em pneus é indiscutível.

Ocorre que somadas as receitas projetadas de todas as divisões de negócios e produtos de cada companhia, a Continental mostra que sua força é maior e vai superar a empresa nipônica em 2012 e 2013. Essa é a discussão.

O CEO da Bridgestone, Masaaki Tsuya, destaca que sua companhia é uma empresa 100% pneus, já a Continental tem pneus e também outras divisões que fornecem partes e peças para o setor automotivo – o Grupo Continental é um dos líderes mundiais no fornecimento de componentes para a indústria automobilística. Seu portfólio conta com sistemas e componentes de freios, motores e chassis, instrumentação, soluções de infotainment, eletrônica, pneus e elastômeros.

Um exemplo recente desse potencial foi mostrado em agosto deste ano quando a Continental apresentou ao mundo um veículo protótipo feito com cerca de 40 tipos de componentes diferentes produzidos pelas empresas do grupo.

Se do ponto de vista meramente de pneus ainda há uma distância homérica entre Bridgestone e Continental, do ponto de vista corporativo a Bridgestone deposita todos os seus ovos na cesta única dos pneus, enquanto a Continental dispersa esses mesmos ovos em segmentos mais amplos e diversos, sendo uma organização menos propensa a riscos e humores de mercado, ou no mínimo, mais preparada para enfrentar a crise que assola o mercado europeu. Pelo menos essa é a leitura que os números projetados pelos analistas deixam antever.

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