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Indústria brasileira de pneus expande produção e vendas

A produção saiu de 58,06 milhões de pneus para 63,39 milhões de pneus no período e as vendas saíram do patamar de 62,63 milhões para 67,20 milhões de unidades.

A indústria brasileira de pneus vai bem, obrigado! Balanço de janeiro a novembro divulgado pela Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) aponta para uma produção em alta de 9,2% e vendas em expansão de 7,3%.

Em números mais precisos, a produção saiu de 58,06 milhões de pneus para 63,39 milhões de pneus no período e as vendas saíram do patamar de 62,63 milhões para 67,20 milhões de unidades. 

Com exceção dos segmentos de pneus para outros usos e aviação, todos os demais apresentaram avanços expressivos de vendas, a maior deles de dois dígitos, como os pneus para o segmento industrial que ampliaram vendas em 52,9%, para 1,95 milhão de unidades.

Pneus para os segmentos agrícola (+16,9%, para 901 mil unidades vendidas), caminhões e ônibus (+15,9%, para 8,01 milhões de unidades) e comerciais leves (+13,6%, para 9,38 milhões de unidades) apresentaram as melhores performances, seguidos pelos segmentos de pneus para veículos de passeio (+4,1%, para 32,4 milhões de unidades) e pneus para motocicletas e bikes (+2,2%, para 14,4 milhões de unidades).

Outro destaque apontado em nota pelo presidente-executivo da ANIP, Alberto Mayer, se refere ao desempenho de dois dígitos do mercado de reposição de pneus, que cresceu 13%, para 34,49 milhões de pneus.

"Para nosso setor é importante constatar o reconhecimento do consumidor sobre a qualidade dos pneus nacionais, cuja produção total cresceu 9,2% entre janeiro e novembro, puxada também pelo mercado de reposição", diz o executivo.

Diante do aumento da demanda interna por pneus, as exportações cederam 6,9%, para 11,39 milhões de unidades, mas a ANIP pretende corrigir essa questão: “para o próximo ano vamos continuar nossas conversações com o governo sobre a importância de aumentar a competitividade do setor, com programas de incentivo à produção nacional, manutenção do Reintegra e redução de impostos para atrair novos investimentos", explica Mayer. A meta do setor é acompanhar o crescimento da frota estimado pelo governo e pela Anfavea para os próximos anos.

Nos primeiros onze meses de 2013 as importações de pneus cresceram 12,5%, atingindo 26,73 milhões ante 23,77 milhões de unidades no mesmo período de 2012, não incluindo os destinados a veículos de duas rodas. O maior crescimento ocorreu na importação de pneus para veículos de carga, que se expandiu em 22%, apontam os dados da entidade.

Os fabricantes nacionais importaram 5,52 milhões de unidades para complementar sua produção local, representando 8,7% do que produziram nos primeiros onze meses do ano.

A participação de pneus importados no consumo aparente entre janeiro e novembro se manteve na faixa de 39%, com a China representando a origem de quase 50% dos 26,73 milhões de pneus importados (exceto duas rodas), com 13,04 milhões de unidades.

"Esses números mostram que se conseguirmos aumentar a competitividade dos pneus nacionais, hoje muito onerada pelo Custo Brasil, podemos ampliar a produção local e ter mais duas ou três fábricas no país", destaca o presidente-executivo do sistema ANIP.

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