Pirelli corta investimentos e revisa todos os seus números

Em função do abrandamento geral da demanda por pneus em seus mercados de atuação – reflexo direto da crise macroeconômica que toma conta da Zona do Euro, de forma mais intensa, mas que se espelha sobre uma recuperação ainda dúbia da economia norte-americana e abaixo da esperada em mercados como a China -, a Pirelli reviu para baixo suas projeções para 2012.

Em função do abrandamento geral da demanda por pneus em seus mercados de atuação – reflexo direto da crise macroeconômica que toma conta da Zona do Euro, de forma mais intensa, mas que se espelha sobre uma recuperação ainda dúbia da economia norte-americana e abaixo da esperada em mercados como a China -, a Pirelli reviu para baixo suas projeções para 2012.  

Uma das revisões mais sentidas se deu sobre o volume de investimentos. A Pirelli tinha intenções de investir 560 milhões de euros no corrente ano, mas cortou esse montante para 500 milhões de euros, baixa de 10,7%, ou 60 milhões de euros. 

O volume total estimado para a demanda por pneus, em termos globais, foi revisto de estabilidade a -1% para o intervalo de -1% a -2%, passando a corroborar uma curva descendente da demanda.

As vendas unitárias também foram reavaliadas para baixo. Caíram do intervalo entre +1% e estabilidade para -0,5% e -1,5%. 

No segmento Premium, a Pirelli manteve a estimativa de expansão de 20%, assim como a previsão para a os volumes relativos aos negócios no segmento industrial, entre -2% e -4% para 2012. 

Mix e matérias-primas 

A meta para a política de preços, serviços e produtos (mix) está fixada entre altas de 11% e 12% no ano, graças ao foco da empresa no segmento Premium, números esses que devem mais do que compensar o impacto da variação cambial e os custos de matérias-primas estimados para o período.  

O impacto negativo dos custos de matérias-primas foi reduzido de 140 milhões de euros para 90 milhões de euros no ano. 

As receitas estimadas para o segmento ‘Consumidor’ foram reavaliadas para baixo, de 4,5 bilhões de euros para 4,45 bilhões de euros. 

Dentro dessa conta foi levada em consideração a participação das operações da unidade de Kirov, na Rússia, rebaixadas de uma meta original de 300 milhões de euros em receitas para 250 milhões de euros hoje. 

Para o segmento ‘Industrial’ a meta de receitas foi confirmada em 1,7 bilhão de euros, mas as receitas totais foram revistas de uma projeção original de 6,6 bilhões de euros para 6,45 bilhões de euros. Mesmo assim, a nova expectativa representa aumento de 14% ante os 5,65 bilhões de euros registrados em 2011. 

Em termos de margens operacionais, a meta é que ela fique acima de 12%, com o resultado operacional atingindo 800 milhões de euros.

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