Pirelli programa seu futuro em cima dos pneus Premium

Até 2017, o segmento de pneus Premium deve deter uma participação de 27% do mercado global de pneus, sendo participação de 38% em mercados maduros e 15% em economias em desenvolvimento.

Plano Industrial 2013-2017, apresentado pelos principais executivos do Grupo Pirelli para acionistas e investidores, em Londres (Inglaterra), nesta semana, aponta para franco desempenho do mercado de pneus Premium, uma das principais apostas da Pirelli desde 2009.

Especificamente sobre a tendência futura do mercado global de pneus, o estudo ressalta, de forma resumida, os seguintes pontos:

1.o mercado automotivo vai continuar sendo afetado por fatores micro e macroeconômicos que afetam mercados maduros e não maduros, mas deve manter uma taxa de expansão média de 3,7% até 2017.

2.Até 2017, o segmento de pneus Premium deve deter uma participação de 27% do mercado global de pneus, sendo participação de 38% em mercados maduros e 15% em economias em desenvolvimento.

3.Os grandes mercados para pneus Premium são a Europa e América do Norte, hoje com 60% do mercado global, seguido pelo mercado asiático, com participação de 27%, mas que tenderá a 30% até 2017.

A Pirelli deixa claro que seu plano estratégico que o segmento de pneus Premium deve crescer a um ritmo três vezes superior ao segmento de pneus não-premium. Os números mostram uma taxa média de expansão para os pneus do segmento Premium de 11,6% até 2017, ante 3,8% na média dos pneus comuns.

Entre as ações programadas pela empresa está a aceleração do desenvolvimento de pneus Premium e Super Premium (de 17 e 18 polegadas) “que provaram ser os condutores de geração de valor, tanto em equipamentos originais quanto no segmento de reposição”, destaca o estudo da Pirelli. Em termos de volume de produção, a expectativa é de expansão dos atuais 38% em 2013 para 44% em 2016, com uma margem Ebit saltando de 56% (em 2013) para 60% (em 2016).

É intenção da Pirelli ampliar a produção dos produtos Premium e reduzir a produção dos pneus standard, em uma estratégia de agregar valor e resultados futuros e os pontos focais estabelecidos para atingir isso são:

1.uso continuado da oferta de equipamento original como alavanca para aumentar as vendas no segmento de substituição;

2.maior foco no consumidor através de um programa de integração da rede de varejo e marketing;

3.expansão da rede de varejo das atuais 6 mil unidades para 9,5 mil unidades em 2016, com meta de vendas de 50% em cima de produtos Premium.

Em linhas gerais a empresa italiana tem clara intenção de melhorar a rentabilidade do negócio – que tem o segmento Premium como um dos alicerces – e como taxa de retorno sobre o investimento (ROI) espera elevar essa taxa dos atuais 18% para 25% – na área de produtos para automóveis -, de 47% para 52% na área de Motocicletas e de 23% para 27% na área de produtos industriais.

A meta de geração de receitas estimada pelo grupo aponta para € 6,2 bilhões em 2013; € 6,6 bilhões em 2014 e € 7,5 bilhões em 2016.

Tudo isso implica também em ampliar as metas de eficiência, que no período de 2011 a 2013 já resultaram em economia de € 322 milhões, sendo a nova meta da ordem de € 350 milhões.

Em relação a novos investimentos o Grupo, que aplicou € 1,5 bilhão no período de 2011 a 2013, agora definiu novo montante, de US$ 1,6 bilhão, dos quais 82% a serem direcionados para produtos ao consumidor (74% automóveis, 6% motos, 2% outros segmentos) e 18% para o segmento industrial/comercial (11% caminhões, 3% pneus agrícolas, 4% pneus industriais).

A Europa vai ficar com 38% do total de investimentos programados até 2017. A América Latina vai ficar com 26%, sendo 14% para a Ásia/Pacífico, 10% no Nafta, 6% na Rússia, e 6% no Oriente Médio, Índia e África.

Com esses investimentos, a Pirelli projeta uma ampliação total da capacidade de produção de pneus de passeio, comerciais leves, motocicletas etc, dos atuais 69 milhões de pneus para 81 milhões em 2017, com o segmento Premium ampliando seu espaço dentro do mix de produtos dos atuais 48% para 63%.

Já a capacidade de produção de pneus comerciais e industriais (caminhões, ônibus, agrícolas e industriais) deve saltar dos atuais 6,2 milhões de unidades para 6,8 milhões em 2017.  

Para mais informações, acesse:

2013-2017 INDUSTRIAL PLAN

 

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