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Pirelli quer receitas 14% maiores em 2012

Entrevista concedida pelo presidente e CEO da Pirelli, Marco Tronchetti Provera, para a revista Institutional Investor, traz pontos de reflexões muito relevantes para o mundo dos pneus, os dilemas do setor e os planos e projetos da Pirelli para os próximos anos, em que pese a forte crise que toma conta dos mercados da Europa.

Entrevista concedida pelo presidente e CEO da Pirelli, Marco Tronchetti Provera, para a revista Institutional Investor, traz pontos de reflexões muito relevantes para o mundo dos pneus, os dilemas do setor e os planos e projetos da Pirelli para os próximos anos, em que pese a forte crise que toma conta dos mercados da Europa. 

Provera destaca a inauguração da nova planta da empresa no México, um megaprojeto de US$ 400 milhões, a nova unidade de pneus para bikes e motocicletas na Indonésia, um projeto estimado em US$ 126 milhões, além da joint-venture com parceiros locais na Rússia. 

No desenho estratégico relatado pelo executivo, a planta do México irá cuidar dos mercados do Nafta, as da Itália e Romênia, da Europa, as da Alemanha, Turquia e Reino Unido, os mercados do Oriente Médio e Norte da África, e a planta russa, os mercados escandinavos, sendo a da China, o próprio mercado chinês e toda a região asiática. 

Sobre a Itália, um mercado que atravessa uma das mais graves crises econômicas, ao lado da Grécia e Espanha, Provera destaca que as receitas globais geradas no quintal de casa respondem por apenas 10% do total da divisão de pneus no mundo, sendo a Europa como um todo responsável por cerca de 40% da fatia de receitas globais. 

Segundo o presidente e CEO da Pirelli, 30% das receitas vêm dos mercados da América do Norte, Ásia e Pacífico e Oriente Médio, onde o desempenho da marca apresentou expansão de dois dígitos no primeiro trimestre, sendo a América do Sul responsável pelos demais 30% em receitas globais da gigante italiana, em que pese o fato de o desempenho de vendas ter crescido abaixo do esperado, 7%, embora mais que o dobro da Europa, de 3%, no primeiro trimestre. 

Provera relata à publicação que a expectativa é elevar as receitas da Pirelli em 14% neste ano, para US$ 8,170 bilhões. Só no primeiro trimestre, a companhia apresentou aumento de 54% em seu lucro líquido. 

O executivo reforçou a aposta da empresa no segmento de pneus Premium, “um negócio menos cíclico dentro da indústria automotiva”, disse ao referendar que a Pirelli tem menos de 25% de sua linha de produtos destinada a equipamentos originais, e 75% destinados ao segmento de reposição, com link direto com o consumidor. 

Provera relatou que a empresa detém 5% do mercado global de pneus, mas 12% do segmento Premium, sendo líder absoluta no segmento de modelos de alta performance (Ferrari e Lamborghini), com mais de 50% de participação. 

A revista Institutional Investor dedicou uma pergunta exclusiva para os negócios da Pirelli no Brasil, local que concentra o meios números de plantas industriais da gigante italiana no mundo: são cinco fábricas. 

Provera apenas relatou que a empresa é a número 1 da América Latina e detém uma fatia de mercado de 25% do mercado latino e apontou que especificamente sobre o Brasil, a taxa de crescimento da empresa diminuiu, mas está confiante de que voltará a crescer. “A economia é muito mais estável hoje do que há 20 anos”, disse. 

Para ver a matéria completa, acesse Pirelli CEO Tronchetti on Surviving Euro Zone Turmoil

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