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Preços da borracha natural caem fortemente no Japão e China

Os contratos mais negociados são para entregas em janeiro, março, abril e maio.

 

Todos os contratos de borracha natural negociados no mercado futuro da Tokyo Commodity Exchange (Tocom) encerraram a semana em fortes baixas, mesma situação verificada na Shangai Futures Exchange.

Começando pelo mercado futuro da China, o contrato de maior liquidez, o de janeiro de 2018 encerrou a semana em baixa de 4,30% – com os preços oscilando entre a mínima de 13,215 yuans e máxima de 14,180 yuans o quilo – algo entre US$ 1,99 e US$ 2,14 o kg. Foram negociadas nessa posição 693,528 toneladas do insumo.

O segundo contrato mais negociado foi o de entrega em maio de 2018, em baixa de 4,20% entre a mínima de 13,670 yuans e máxima de 14,655 yuans. O volume negociado somou 246,760 toneladas.

Os números da bolsa chinesa foram os seguintes:

  • Novembro 2017: recuo de 2,93% a 11,390 yuans o quilo;
  • Janeiro 2018: baixa de 4,31% a 13,550 yuans;
  • Março 2018: baixa de 4,91% a 13,660 yuans;
  • Abril 2018: baixa de 2,46% a 14,090 yuans;
  • Maio 2018: baixa de 4,20% a 14,630 yuans.

Em Tokyo, os contratos futuros apresentaram desempenho baixista entre queda mínima de 6,63% (para janeiro de 2018) e máxima de 7,97% (para março de 2018).

Os contratos mais líquidos foram os de abril de 2018, com recuo de 7,76% a 190,3 ienes o quilograma – equivalente a US$ 1,69 o quilo – seguido pelos contratos de março, em baixa de 7,97% a 189,4 ienes o quilo (US$ 1,68 o quilo).

Os números da bolsa japonesa foram os seguintes:

  • Novembro 2017: recuo de 6,94% a 181,0 ienes o quilo;
  • Dezembro 2017: recuo de 7,09% a 183,5 ienes;
  • Janeiro 2018: baixa de 6,63% a 185,9 ienes;
  • Fevereiro 2018: recuo de 7,03% a 187,9 ienes;
  • Março 2018: baixa de 7,97% a 189,4 ienes;
  • Abril 2018: baixa de 7,76% a 190,3 ienes.

Em termos de demanda, há indicações de que a indústria de pneus chinesa, a que mais utiliza borracha natural no mundo, deve começar a dar as caras de forma mais intensa nos próximos meses.

Um dos motivos é o fim do monitoramento ambiental adotado pelo governo chinês sobre as fábricas de pneus do país. Em função desse monitoramento e das exigências (e cumprimento) de implantação de soluções ambientais nas fábricas, muitas delas tiveram de reduzir a produção – até que as melhorias fossem implantadas e aprovadas.

Esse processo vem chegando ao fim e tudo leva a crer que a capacidade de produção volte a subir, o que demanda mais borracha natural e sintética.

Em setembro desse ano, a capacidade instalada das fábricas de pneus localizadas em Shandong era de 57,48% – 12,33 pontos abaixo do mesmo período do ano passado. Neste mês, a capacidade instalada já está em 70,3% e subindo.

Dados de comércio exterior da indústria de pneus chinesa mostram que apenas em exportações as fábricas de Shandong embarcaram mais de 170 milhões de pneus entre janeiro e setembro deste ano, 1,8% a mais que no mesmo período do ano passado, gerando receitas líquidas em moeda forte de US$ 6,3 bilhões.

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