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Schrader fortalece sua linha de negócios no Brasil

Prestes a completar 60 anos de Brasil, a Schrader, uma gigante global com 164 anos de história e unidades nos Estados Unidos, Irlanda do Norte, França e China está em franco processo de transformação no Brasil.

Prestes a completar 60 anos de Brasil, a Schrader, uma gigante global com 164 anos de história e unidades nos Estados Unidos, Irlanda do Norte, França e China está em franco processo de transformação no Brasil.

Carlos Storniolo – diretor geral

Saiu das mãos da Tomkins Ltd., e foi comprada pela empresa de private equity Madison Deaborn Partners, de Illinois (EUA), empresa constituída por seis fundos de investimentos e que detém nada mais nada menos que US$ 18 bilhões em capital, sendo a proprietária de 120 empresas ao redor do mundo.

Portanto, essa aquisição é relevante e importante para uma empresa que é líder mundial nos segmentos em que atua e ajuda a entender a ‘nova cara’ que a Schrader global atravessa – e dentro dessas mudanças a sua unidade latino-americana, a Schrader Brasil. 

Em primeiro lugar, geralmente fundos de pensão ou gestores de private equity são gente grande, de extremo profissionalismo e que aplicam uma gestão pautada em quesitos ‘profissionais’, sem espaços para diletantismos amadores.

Em 30 de abril ocorreu o anúncio da aquisição lá fora, sendo que em 24 de maio do corrente ano a filial brasileira anunciou seu novo diretor geral, Carlos Storniolo, um executivo com 23 anos de experiência na General Motors e Delphi, que assumiu a operação Brasil dentro dos novos pressupostos da Madison.

Rodolfo Amaral – Gerente de Vendas

Coincidência ou não, enquanto Rodolfo Amaral nos concedia a entrevista, a Schrader nos Estados Unidos divulgava a produção de 200 milhões de unidades de seu sistema TPMF (Tire Pressure Monitoring System, na sigla em inglês, ou Sistema de Monitoramento de Pressão de Pneus), em sua unidade de Antrim, na Irlanda do Norte.

O TPMF é hoje um item obrigatório para os veículos de passeio nos Estados Unidos e na Europa, sendo que a Schrader é líder no segmento, com mais de 306 milhões de sensores instalados em veículos que estão rodando hoje na América do Norte.

Feita essa observação, Rodolfo Amaral relatou onde se encontra a Schrader Brasil hoje, quais os caminhos a empresa está trilhando e para onde a empresa deseja caminhar no futuro.

Veja abaixo os principais pontos da entrevista:

Fernando Bortolin – Todos nós sabemos que a economia global está engessada pela crise na Europa, principalmente, e aqui no Brasil as medidas anticíclicas adotadas pelo governo ainda estão maturando. Temos visto a Schrader trazendo uma linha completa de ferramentais para pneus agrícolas e OTR, sua primeira linha de câmaras de ar e novas ferramentas hidráulicas. Onde está a Schrader hoje e aonde ela quer chegar?

Rodolfo Amaral – Neste ano todo mundo que atua no segmento automotivo está trabalhando com dificuldades. Do negócio Schrader Brasil, 70% se posiciona no setor automotivo, 20% no segmento de revendas e 10% no segmento de exportação. Portanto, a oferta de equipamentos originais para as montadores tem um peso muito grande para a Schrader, um segmento em que ela atua desde 1953. Nós estamos participando da programação de novos projetos de veículos novos junto às montadoras, mas todos nós sabemos que o mundo automotivo sofre com o atual momento, seja aqui, seja no exterior.

Fernando Bortolin – Ou seja, o perfil de negócios da Schrader está muito concentrado no segmento automotivo, por isso a segmentação em novas áreas e produtos?

Rodolfo Amaral – Não podemos ter um foco 100% em equipamentos originais para as montadoras. Temos de equilibrar a linha de produtos e a empresa tem uma gama enorme deles e após a definição de um planejamento estratégico decidimos então incentivar o segmento de revendas e o de exportação também.

Fernando Bortolin – Só para entender, quando você diz equipamentos originais para as montadoras está falando de caminhões, ônibus, veículos de passeio?

Rodolfo Amaral – Do negócio automotivo, 30% são de operações com montadoras de veículos pesados (caminhões e ônibus) e 11% com montadoras de veículos de passeio.

Fernando Bortolin – Muito bem, agora se de um lado o segmento automotivo busca um melhor desempenho, por outro a economia nacional tem outros adendos, como o setor agrícola, por exemplo. Isso explica a linha de novos ferramentais para pneus agrícolas e OTR?

Rodolfo Amaral – Dentro do foco de consolidação das operações no segmento revenda passamos a olhar quais os setores mais dinâmicos da economia brasileira e quais os produtos que poderíamos trabalhar nesse contexto. Sendo assim, lançamos essa linha completa de ferramentas especiais de montagem e desmontagem de pneus agrícolas e OTR exclusivamente voltada para revendas. Nosso produto líder de vendas são as válvulas, itens que não têm um grande valor agregado. Já ferramentas especiais têm um valor agregado maior o que se insere em nossa busca por margens maiores e faturamento maior.

Fernando Bortolin – A Schrader tem, portanto, três segmentos bem claros de negócios: equipamentos originais para as montadoras; revendas e exportação. Quais são os principais produtos para OE hoje e quais os planos para esse segmento?

Rodolfo Amaral – Em equipamentos originais queremos continuar sendo um dos principais parceiros das montadoras e líderes nos segmentos em que atuamos. Essa liderança é muita clara em cima de válvulas para pneus sem câmara, em válvulas para pneus com câmara e em válvulas para pneus de caminhões e ônibus.

Fernando Bortolin – E para o segmento de revendas. Onde a Schrader está e para aonde vai caminhar?

Rodolfo Amaral – Aqui nós temos hoje uma base de três mil produtos e queremos ampliar isso para 4,5 mil produtos com maior valor agregado. Isso deve ocorrer no espaço dos próximos cinco anos. Em termos de clientes, temos hoje 650 clientes ativos em todo o Brasil e a meta é chegar a 1.150 clientes ativos dentro de cinco anos. 

Fernando Bortolin – Como o mercado está respondendo a essa iniciativa das revendas e quais os mercados potenciais para a Schrader.

Rodolfo Amaral – A marca é muito conhecida no mercado brasileiro. As pessoas quando nos recebem e negociam conosco sabem que a Schrader está oferecendo produtos e soluções no mesmo padrão dos que oferece para as montadoras. Há um reconhecimento de marca que para nós é muito importante.

Em relação aos mercados em que estamos trabalhando, o Sudeste representa 45% das iniciativas de revenda – com o estado de São Paulo tendo um peso de 30%. Em seguida vem o Sul do país (20%), o Nordeste e o Centro-Oeste, ambos com 15% e a região Norte com 5%.

Fernando Bortolin – E com relação às exportações. Como é operar hoje em um mercado externo hostil às aquisições de produtos de uma forma geral, o câmbio oscilante, enfim?

Rodolfo Amaral – Dentro do desenho estratégico da Schrader, a América Latina é uma região de grande relevância para o grupo. Hoje temos 34 clientes na América Latina e a meta é chegar a 50 clientes nos próximos cinco anos. Esse é um trabalho que tem de ser feito com calma, com atenção. Dentro desse contexto estamos implantando a mesma lógica que estamos adotando no Brasil e também queremos fortalecer uma base de revendas na América Latina. Hoje estou buscando nomear representantes de peso, tradicionais e importantes em mercados foco para a Schrader nesses mercados.

Fernando Bortolin – Quais são os principais produtos exportados e para quais mercados latinos?

Rodolfo Amaral – Válvulas, calibradores e extensões lideram as exportações. Temos vendas para a América Latina muito associadas as montadoras brasileiras com as quais mantemos negócios aqui. Ou seja, há exportações de equipamentos originais que estão diretamente vinculadas às operações com as montadoras brasileiras. Já em relação aos principais mercados para a Schrader eu destacaria a Colômbia, Venezuela, Peru e México. Temos planos de aumentar o percentual de vendas – seja em volume, seja em receitas – para o México e para a Argentina.

Fernando Bortolin – Novos segmentos, novos produtos e metas bastante ambiciosas estão sendo apresentadas hoje pela Schrader. Isso implica em investimentos crescentes. É possível saber quanto a companhia está investindo no Brasil?

Rodolfo Amaral – É uma prática comum de a empresa destinar 15% de seu faturamento em novos negócios. Esse é um percentual que incorpora as ações em novos segmentos assim como a área de desenvolvimento e pesquisa de novos produtos, serviços e soluções.

Fernando Bortolin – Dentro do contexto do Grupo Schrader, qual o peso da filial brasileira e qual será esse peso dentro dos próximos cinco anos, quando todas essas iniciativas estiveram implantadas?

Rodolfo Amaral – A Schrader Brasil representa hoje 20% do faturamento global do grupo e nossa meta é chegar a 30% do faturamento global até 2017.

Fernando Bortolin – Novas surpresas em termos de produtos e serviços podem ser aguardadas até o final deste ano?

Rodolfo Amaral– Com certeza, podem esperar.

Para mais informações acesse:

Manuais sobre produtos disponíveis no site da empresa

Ferramentas para montagem e desmontagem de talões

Válvulas Universais para caminhões

Válvulas para pneus sem câmara

Conserto de pneus e acessórios

Linha de preparação de ar

Produtos para sistemas de refrigeração

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