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Setembro negro para a indústria automotiva

A entrada em vigor do novo regime automotivo, cujas estimativas alinhavadas pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), passa a projetar investimentos entre R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões até 2017 – a previsão anterior era de R$ 44 bilhões para o mesmo período -, serviu para mascarar os péssimos resultados do setor em setembro – em termos de produção e vendas -, notadamente um dos piores desempenhos da indústria automotiva brasileira em anos.

A entrada em vigor do novo regime automotivo, cujas estimativas alinhavadas pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), passa a projetar investimentos entre R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões até 2017 – a previsão anterior era de R$ 44 bilhões para o mesmo período -, serviu para mascarar os péssimos resultados do setor em setembro – em termos de produção e vendas -, notadamente um dos piores desempenhos da indústria automotiva brasileira em anos.

Se no longo prazo as perspectivas são as melhores possíveis, consolidando o Brasil como um dos grandes centros automotivos do mundo, no curtíssimo prazo a coisa está, senão complicada, literalmente péssima.

A produção total de veículos – de passeio, caminhonetes e caminhões e ônibus – caiu 14,2% em setembro ante o mês anterior, para 282,5 mil unidades, embora tenha registrado expansão de 8,2% ante setembro do ano passado.

Já as vendas ruíram: recuo de 31,4% comparadas a agosto deste ano e 7,6% comparadas a setembro do ano passado.

De janeiro a outubro, a indústria produziu 3,26 milhões de veículos, 6,1% menos que no mesmo período do ano passado, de 3,47 milhões de unidades. Já as vendas no ano registram expansão de 1,2% na mesma base de comparação: 3,74 milhões de veículos novos invadiram as ruas brasileiras neste ano.

Em máquinas Agrícolas Automotrizes o setor produziu 6,2 mil unidades em setembro, 3,7% menos que em agosto (6,5 mil unidades), mas 5,5% mais que setembro do ano passado (5,9 mil unidades). As vendas no ano estão positivas em 1,5%.

Automóveis e comerciais leves

A produção caiu 14,2% em setembro (282.540 unidades), mas foi 8,2% maior que em setembro do ano passado. No acumulado do ano a produção caiu 5,7%, comparativamente ao mesmo período de 2011. As vendas de automóveis apresentaram queda de 34,4% em setembro e a de comerciais leves recuo de 19,4%.

Caminhões

A situação continua crítica nesse segmento do mercado: queda de vendas de 25,5% em setembro (foram comercializadas 8,540 unidades) ante agosto, queda de 42,9% ante setembro do ano passado e queda de 22% no acumulado de janeiro a setembro (foram vendidas 101.318 unidades), ante o mesmo período do ano passado.

Em termos de produção, queda de 8,4% ante setembro (foram produzidos 11.467 unidades), queda de 38,1% em 12 meses e queda de 39,9% no acumulado do ano ante o mesmo período de comparação de 2011.

Ônibus

A produção de ônibus cedeu 4,6% em setembro ante agosto, sendo recuo de 20,8% ante setembro do ano passado e baixa de 27,4% no acumulado do ano ante janeiro a setembro de 2011. Em termos de vendas: queda de 40,3% ante agosto, queda de 40% ante setembro de 2011 e queda de 13,4% no acumulado de 2012, ante 2011.

Máquinas Agrícolas

O setor produziu 14% menos em setembro (6.486 unidades) ante agosto, 6,5% menos que em setembro do ano passado e 2,5% a mais no acumulado 2012 ante 2011. Em vendas, elas caíram 3,7% em setembro, mas apresentam alta de 5,5% comparadas há 12 meses e alta de 0,5% no acumulado do ano.

Para mais informações, acesse Carta da Anfavea

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