Trabalhadores cruzam os braços por PLR na Volvo

Os trabalhadores da Volvo do Brasil estão de braços cruzados. O motivo da queda-de-braço tem nome: o valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Os trabalhadores da Volvo do Brasil estão de braços cruzados. O motivo da queda-de-braço tem nome: o valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). 

De um lado os trabalhadores pedem R$ 18 mil mais aumento real de 3,0% nos salários e a Volvo concorda em pagar R$ 15 mil, além de um abono de R$ 6 mil, totalizando R$ 21 mil.

A Volvo também se compromete a dar um aumento real de 2,5% nos salários dos trabalhadores acima da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o principal indexador dos salários no Brasil. 

O Sindicato dos Metalúrgicos local, após assembleia de trabalhadores, recusou a proposta da montadora. 

Em nota ao mercado, a Volvo se disse ‘frustrada’ com a decisão e considera o valor pedido pelos trabalhadores ‘fora da realidade de mercado’. 

Com a greve, está paralisado todo o complexo industrial da Volvo em Curitiba, unidade que produz caminhões, ônibus, motores, cabines e caixas de câmbio, e onde trabalham cerca de 6 mil pessoas. 

A Volvo alega ainda que a proposta mínima ofertada aos trabalhadores já seria excelente, equilibrada e economicamente coerente. 

Pela primeira proposta feita pela empresa, mesmo sem a correção oferecida, se todas as metas para 2012 fossem cumpridas os trabalhadores com os menores vencimentos receberiam, entre participação nos lucros e resultados e abono, mais 12,3 salários, totalizando mais de 25 salários no ano. 

Resultado  

No dia 26 de abril o Grupo Volvo divulgou ao mercado alta de 10% nas vendas totais relativas ao primeiro trimestre de 2012, somando 78,838 bilhões de coroas suecas (US$ 11,05 bilhões). 

O bom desempenho registrado pela empresa sueca se deu sobre as boas vendas na América do Norte, com expansão de 42%, e na Ásia, com expansão de 9%. Tais resultados mais do que compensaram as quedas nas vendas de caminhões observadas na Europa, de 4%, e na América do Sul, de 10%. 

Em relação à América do Sul, a Volvo apontou que a transição da entrada dos novos motores Euro 5 no mercado brasileiro afetaram e muito as vendas. Só no Brasil, houve queda de 25% no número de encomendas em comparação com o primeiro trimestre de 2011.

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