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Hankook não vai abrir fábrica no Brasil

A Hankook decidiu. Não vai abrir fábrica no Brasil. Ao invés disso continuará apostando na importação de pneus para o mercado local e ampliará sua rede de lojas, de 120 para 220 até o final do ano.

A Hankook decidiu. Não vai abrir fábrica no Brasil. Ao invés disso continuará apostando na importação de pneus para o mercado local e ampliará sua rede de lojas, de 120 para 220 até o final do ano.

A meta é atingir 6% do mercado local, estimado em R$ 9 bilhões até 2015, momento em que sua rede local terá 400 unidades.

Hoje a companhia coreana alega deter 2% do mercado local, o que equivaleria a R$ 180 milhões anuais e vendas de 1,1 milhão de pneus, mas considera que o mercado brasileiro só passará a ser interessante quando o nível de faturamento superar a casa dos R$ 500 milhões.

Com base nas atuais projeções, e dadas as condições normais de temperatura e pressão, uma fatia de 6% já lhe daria um retorno da ordem de R$ 540 milhões, ou seja, dentro do quadro de projeções traçado pela companhia, mas isso só em 2015.

As informações foram prestadas nesta quinta-feira, 17 de maio, pelo presidente mundial da companhia, Seung-hwa Suh, a um grupo de jornalistas brasileiros convidados especialmente para conhecer a empresa e seus executivos.

Em tempo

No primeiro trimestre de 2012, a empresa coreana reportou ao mercado vendas globais de 1,71 trilhão de wons (a moeda corrente da Coreia do Sul), o equivalente a US$ 1,512 bilhão, com vendas 17,1% superiores ao mesmo período do ano passado.

O lucro operacional foi de 235,3 bilhões de wons, o equivalente a US$ 208,2 milhões, resultado 71,1% superior ao registrado entre janeiro e março do ano passado.

Nos mercados considerados emergentes como Ásia, Pacífico e América do Sul, a performance de vendas superou a casa dos 30% no 1T2012, com as vendas crescendo – mais especificamente – 32,8%.

Em que pese tais dados, o olhar dos analistas de mercado e investidores não anda tão positivo para a Hankook, cujo desempenho das ações em bolsa só ganha da Goodyear, que apresentou perdas de 25,5% entre 31 de dezembro e 11 de maio deste ano.

Os papeis da Hankook deram retorno de apenas 0,1% no período. A título de comparação, as ações da Kumho renderam 36,5% no mesmo período – e olha que a Kumho reportou um prejuízo líquido de US$ 24,3 milhões no trimestre, o quinto ano consecutivo no vermelho.

Não é de hoje que o olhar dos acionistas e investidores em papeis da Hankook anda enviesado, tanto assim que a empresa avalia a criação de uma divisão específica para pneus, limpando organicamente o bom desempenho dessa divisão da holding , algo que no Brasil chamamos de separar o joio do trigo.

A ideia no caso é agregar a operação ‘pneus’ sob o chapéu da Hankook Tire Co. Ltd., que nasceria com potencial de vendas da ordem de US$ 3,5 bilhões por ano. Já o braço de investimentos do grupo seria constituído a partir da Hankook Tyre Worldwide Co. Ltd.

O objetivo dessa separação seria o de dar maior consistência e estabilidade aos negócios de pneus do grupo sul-coreano, com foco concentrado em pneus.

A medida também permitiria ganhos de liquidez em ações negociadas na Bolsa de Valores de Seul e junto aos American Depositary Receipts (ADRs) – recibos de ações – que a empresa negocia na Bolsa de Valores de Nova York.

Essa decisão deve sair através de reunião com acionistas marcada para 27 de julho, sendo consolidada a partir de 01 de setembro do corrente ano.

Até lá, outro desafio se coloca diante do board da Hankook: elevar ou não os preços de seus pneus diante da onda de ajustes de matérias-primas.

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